Cientista diz ter criado capa da invisibilidade com vidro

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Não é uma nave do seriado Star Trek, nem a capa do Harry Potter ou da Caverna do Dragão, mas uma cientista de uma universidade americana afirma ter criado um tecido invisível feito de vidro. Segundo a instituição, a professora Elena Semouchkina descobriu uma maneira de utilizar ressonância magnética para capturar raios de luz e modificar sua trajetória, o que deixaria o objeto invisível a certos tipos de luz. Contudo, a cientista afirma que ainda há um longo caminho até conseguir um tecido invisível ao olho humano.

A Universidade Tecnológica de Michigan afirma que Semouchkina e colegas da Universidade do Estado da Pensilvânia desenvolveram uma capa não metálica que usa ressonadores feitos de vidro calcogeneto, um tipo de material que não conduz eletricidade. Em simulações de computador, a capa fez objetos atingidos por ondas infravermelhas desaparecerem da vista.

Segundo a universidade de Michigan, tentativas anteriores utilizavam anéis e fios de metal, sendo esta a primeira capa da invisibilidade criada com objetos cilíndricos de vidro.

A capa foi criada com metamaterial - substâncias criadas artificialmente e que tem características que não são encontradas na natureza - feito de pequenos ressonadores de vidro distribuídos em uma forma concêntrica como um cilindro. De acordo com os pesquisadores, esse arranjo produz a ressonância magnética necessária para dobrar as ondas de luz em volta do objeto, o que o deixa invisível.

A equipe de cientistas trabalha agora para recriar a capa para trabalhar em frequências de micro-ondas - que são muito mais longas que o infravermelho - e feita de ressonadores de cerâmica. "Começando esses experimentos, queremos chegar a altas frequências e pequenos comprimentos de onda", diz a professora em comunicado. "As aplicações mais excitantes serão com frequências de luz visível".

A universidade afirma que é possível que no futuro a polícia ou batalhões especiais, como a Swat, utilizem equipamentos invisíveis em operações. "É possível em princípio, mas não agora", diz Elena.


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