Entrevista de Matthew Lewis para a revista Época!

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 ÉPOCA – Em Harry Potter e as relíquias da morte - parte 1, você teve uma participação pequena. Como será sua participação na segunda parte do filme?
Matthew Lewis – Com certeza, vou aparecer muito mais no segundo filme, porque nessa parte Neville entra em momentos decisivos da trama na luta contra os Comensais da Morte e Lorde Voldemort. Na segunda parte, meu papel também é importante para que Harry chegue até a batalha final.

ÉPOCA – Seu personagem tem uma história semelhante à de Harry Potter: os pais dele lutaram contra Lorde Voldemort, ele está na Grifinória e frequenta o mesmo círculo de amigos, vivendo inclusive perigos semelhantes ao de Harry ao longo da história quando enfrenta os Comensais da Morte. Você acredita que seu personagem ganha simpatia do público no decorrer da história por conta disso?
Lewis – Sim, claro, eles são semelhantes. Mas Neville é diferente de Harry que desde o começo mostra coragem impertubável, ele é sempre destemido. Neville teve poucas chances para se mostrar assim. Ele é muito tímido, mas cresce bastante durante a saga e nessa última parte, tanto quanto os outros, ele tem que amadurecer mais e mostrar a que veio.

ÉPOCA – Para interpretarem seus personagens nessa última década, os atores passaram por diversas restrições, como não mudar a aparência e viver sob um sistema rígido de segurança. O ator de Draco Malfoy, Tom Felton, afirmou certeza vez ter perdido uma parte essencial de sua infância. Você pensa da mesma maneira? Valeu a pena o sacrifício?
Lewis – Valeu. Como fã de Harry Potter, eu vejo como uma oportunidade única ter participado de algo histórico como isso. Eu cresci como qualquer garoto de Leeds, uma vida normal, exceto pelo fato de fazer parte do elenco de uma franquia bilionária. Esse trabalho me permitiu conhecer pessoas que sempre admirei. Como gosto muito de futebol, tive a oportunidade de conhecer gente como Gordon Banks, o maior goleiro de todos os tempos, campeão com a Inglaterra na década de 1960 – foi o máximo. E agora estar aqui, ao lado de outro campeão mundial como o Cafu... eu nunca poderia imaginar.

ÉPOCA – Sem contar os jogadores de futeubol, que outras pessoas famosas você gostou de conhecer?
Lewis – Com certeza conhecer Sir Paul McCartnney foi marcante para mim.

ÉPOCA – Como era a rotina de trabalho e o dia a dia para você quando trabalhou nos estúdios Leavensdale, em Londres. Era um clima de internato mesmo como seus colegas descreveram o local?
Lewis – De certa maneira. Comíamos, estudávamos e fazíamos tudo juntos. Em dez anos nos tornamos uma família como qualquer outra, com nossas piadas internas, nossas eventuais discussões. Apesar de todo assédio e segurança, fui muito feliz lá. Não sinto que perdi minha infância, apenas que tive um tipo diferente dela.

ÉPOCA – Dos atores você é um dos que são considerados verdadeiros fãs dos livros de J.K. Rowling, sendo inclusive um embaixador da série em diversos eventos pelo mundo. Você se considera um membro da geração Harry Potter?
Lewis – Eu tentei ser ator da série justamente por já ser fã dela. Li os livros quando tinha 8, 9 anos de idade e para mim foi muito especial fazer parte de algo que sempre admirei pela história e os valores que estão no livro.

ÉPOCA – Agora que as filmagens de Harry Potter acabaram, você pretende continuar a trabalhar como ator? Já tem algum trabalho em vista, algum filme?
Lewis – Sou ator desde os 5 anos de idade, ou seja, tenho feito isso há 16 anos já. Vou continuar, por enquanto nenhum filme porque estarei muito ocupado com uma peça de teatro na qual vou participar no ano que vem.


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