Entrevista com Dan. Radcliffe; Rupert Grint; Tom Felton e Jessie Cave

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Entrevista com Daniel Radcliffe

AlloCiné: Então, feliz por estar de volta?
Daniel Radcliffe: Estou muito encantado em estar voltando para Hogwarts. Mas na realidade, começamos a trabalhar faz algumas semanas, sempre com David Yates como diretor. E temos uma relação profissional muito boa. Ele é alguém que também é muito amigo. O que eu realmente gostei sobre estas útlimas semanas foi fazer algumas cenas com Michael Gambon a sós, por todas essas cenas em que Harry e Dumbledore estão juntos sozinhos. E ele é alguém que é muito interessante, muito fascinante: conversamos sobre pilotar, história... fascinante.

Qual o estado mental de Harry neste filme?
Neste sexto filme, Harry está muito mais organizado, focado em sua tarefa. Ele tem falado sobre confrontar Voldemort por cinco anos, mas agora, é a primeira vez que ele e Dumbledore estão dando passos concretos sobre isso. Harry vê a si mesmo como o melhor soldado de Dumbledore nesta guerra e ele quer ajudá-lo a cumprir esta missão.

Você filmou "A" cena final, com Dumbledore e Draco?
Acredito que estaremos gravando esta cena daqui a poucas semanas. Não fico pensando nisto... será interessante, creio eu. Não sei realmente o que esperar porque normalmente, as cenas mais fortes em um filme, a mais épica, não é necessariamente a que deixa mais impressão quanto tido experiência no set. Depois, nosso trabalho é entregar a melhor atuação possível, mas eu não sei com certeza vamos viver esta cena. A atmosfera será, sem dúvida nenhuma, um pouco mais estranha neste dia...

E a cena do beijo com Gina?
Foi estranho. Quando Katie Leung veio fazer Harry Potter e o Cálice de Fogo, era para interpretar o papel de Cho, o primeiro interesse amoroso de Harry. Nós sabíamos disso, então não tinha problema algum. Bonnie Wright, entretanto, quando a conheci, ela tinha 9 anos de idade! Então foi bem mais estranho, agora que ela tem 17 anos... Mas no final, tudo vai ficar bem.

Nos fale sobre essa nova garota, Jessie Cave...
Jessie é ótima no papel de Lilá! Ela é muito engraçada! Está longe de ser fácil, porque é um papel que só funcioina com quem está realmente ligado a ele. E ela consegue entrar no personagem a cada cena. Esta personagem traz um pouco mais de leveza ao filme, como a relação de Harry e Gina é mais complicada.

Você sentiu uma mudança na atuação de Alan Rickman, agora que a saga está concluída e sabemos mais sobre o mau-caráter ["rogue" em inglês é "malandro, mau-caráter", mas neste caso, estava em maiúsculo e no meio da frase, podendo não ter o mesmo significado]?
Acho que é possível que Alan Rickman saiba mais coisas sobre o passado do máu-caráter [idem] antes mesmo do livro ser publicado. Ele recebe informações diretamente de J.K. Rowling, que o diz o que ele precisa saber. Ainda não gravei nada com Alan para este sexto filme, mas acredito que ele saiba de tudo sobre seu personagem desde o começo e então ele não deve ter mudado nada.

E o que você achou sobre o sétimo livro?
Eu amei o que foi combinado! Eu sobrevivo e ainda acabo com o cara do mal... É o melhor final que qualquer pessoa possa ter desejado! (risos) Mas sério agora, foi meio estranho, porque eu estava acabando o livro quando ia, pela primeira vez, aos sets do sexto filme. Foi muito estranho... Achei muito movimentado: não só por causa da história, mas também porque era realmente o final, o fim de algo. Estava ficando consciente do que eu teria que fazer para o personagem sair bem.

O que uma pessoa sente, vendo outra tão jovem nos primeiros filmes?
Eu tinha esquecido o quão jovem eu era! Tinha problemas em me ver quando tinha 13 anos de idade. Mas hoje em dia, eu acho estranho e comovente em me ver tão jovem no primeiro filme. É estranho porque não existem tantas séries onde é possível seguir o personagem por 6 ou 7 filmes, enquanto o assiste crescer. Mas ao mesmo tempo, é o ponto de vista do público, e não meu, porque eu não me vi "crescendo na tela". Me vi crescendo na vida eal. Por outro lado, mostrar esses filmes aos meus filhos será uma sensação muito estranha... Isso acontece a mim quando eu vejo fotos do meu pai quando era criança: é muito estranho ver um parente conhecido tão jovem. E então, a saga de Harry Potter, será um bom jeito de assustar meus filhos!

Que atores trouxeram a você o melhor nesses filmes?
Michael Gambon, Gary Oldman e Imelda Staunton. Não pode ser uma lista cansativa, claro! (risos) Michael é maravilhoso porque ele nunca se leva a sério. Ele é muito descontraído, mas na mesma hora em que ele ouve "ação!", ele é tudo que pode se imaginar, naquele momento. Imelda é impressionante pelo número de variações que ela pode oferencer e o jeito que ela pode administrar a transmissão da essência inteira de um personagem nas cenas mais simples e pequenas. Ela tem esta habilidade que permite armazenar tais elementos importantes em tais cenas. Assim como Gary Oldman, ele é um ator fenomenal, que me ensinou o quanto é possível ficar imerso em um personagem. Suas cenas são sempre incríveis...

E o que você tirou de sua experiência teatral?
Nada relacionado a Harry Potter diretamente, mas acho que suas experiências como ator inevitavelmente acaba tendo impacto em seu trabalho. Em Equus, aprendi a manter uma grande dose de concentração por muito tempo, enquanto deixava de lado tudo ao meu redor. No teatro, todo tipo de coisa acontece com você: na primeira vez, quase cai do palco! O teatro lhe ensina a ficar focado e a permanecer no contexto da cena, não importa o que aconteça. Equus me ensinou isto e é útil em uma grande produção como Harry Potter, onde existem tantas coisas a fazer... como esta entrevista! Agora estou apto a recuperar meu foco quando começo a gravar.

Entrevista com Tom Felton

O que podemos esperar de Draco neste filme?
Tom Felton: Draco está mais importante neste filme, então é legal ter a oportunidade de se aproximar do personagem desta perspectiva. Tenho mais coisas a fazer, o roteiro é maravilhoso, e já tenho me divertido muito. E eu sou completamente oposto a Draco na vida real, então é interessante poder interpretar alguém que não seja parecido comigo. David Yates e eu temos conversado muito sobre Draco e seu estado mental no sexto filme. Ele perdeu seu pai por um lado, ao menos como modelo a ser seguido, então ele está meio que com suas obrigações aumentadas e quer mostrar sua própria independência. E ele ainda tem inveja de Harry, o Eleito; ele sonha em mostrar ao mundo do que ele é capaz. Mesmo que lá no fundo, ele está assustado e sabendo que não será possível completar sua missão... É um conflito interno verdadeiro.

Como você se aproximou de seu personagem?
Tivemos um tempinho, com David, para trabalhar no roteiro, particularmente na última cena com Michael Gambon, mas também na relação entre Snape e Draco. Lemos o roteiro, tomamos notas, e discutimos sobre o estado mental de Draco nestas cenas diferentes. A ausência do seu pai fez de Draco um personagem mais complexo; no começo, eu era provavelmente muito unidimensional na aproximação, mas David me deu uma mais produnda. Draco não mais está focado em Harry: agora ele tem uma missão, e isto realmente trouxe algo a mais para o personagem. Também do mesmo jeito que entendemos as reações de Harry sobre o que ele tem vivido e a ausência de seus pais, começamos a entender que Draco não é tão mal e que suas ações e atitudes eram realmente influenciadas por seu pai e o jeito como Draco é tratado por ele. Existe mais pesquisa, emoção, mistério...

Você já filmou "A" cena com Dumbledore?
Não, ainda não. Mas estou ansioso para filmar.

Você já começou a sentir tristeza depois de seis filmes?
Já está preocupado com o que o futuro lhe espera?É maravilhoso voltar cada ano e ver todos crescerem. Vemos os filmes quando vão ao ar na TV e é uma loucura ver o quanto todos nós crescemos... É realmente estranho... E ao mesmo tempo, é muito bom ter isto gravado. Tenho pensado sobre o final disso, claro. E eu acredito que será como graduação da escola, ou algo como isso, quando você deixa as pessoas que lhe ensinaram amor e respeito. Este foi o primeiro trabalho para todos! Então só de pensar em deixar Hogwarts e fazer algo diferente é ao mesmo tempo assustador e excitante. Será uma mistura de emoções no último dia, acho... Mas não estou desesperado para que aconteça, isso com certeza. E sobre o que acontecerá com a minha carreira, estou aberto a qualquer coisa que possa me trazer uma experiência diferente... Mesmo que seja má, quero tentar muitas coisas, para apenas tentar algo e ver o que acontece. E de um jeito ou de outro, não estou podendo recusar projetos! Pegarei tudo que me oferecerem! (risos)

E como é com os fãs do personagem Harry Potter?
Não tenho problemas com os fãs de Harry Potter, apenas com os mais jovens que não conseguem diferenciar a ficção da realidade. E de um jeito ou de outro, se eles reagem desta maneira, significa que estou fazendo um trabalho bom! (risos)

Entrevista com Rupert Grint

A cada filme, ele está um pouco diferente. Rony está mais certo de si próprio agora. Ele joga quadribol, tem uma namorada... Algumas [novas adições] bem legais. Filmamos nossas cenas com Jessie Cave (Lilá Brown) fazem algumas semanas, principalmente a cena do beijo. Sem ensaio, na verdade só fomos para fazer isso! Foi um pouco intimidante ainda mais porque cena fica antes de uma partida de quadribol e então foi na frente de um monte de pessoas. Tive muita vergonha na primeira vez, estávamos ambos nervosos mas nós [nos acostumamos] e deu tudo certo... O casal Rony/Hermione, eu já estava esperando que fosse pouco enquanto lia o sétimo livro. Mas a verdade é que quando estamos confrontados com esta cena, sera mais estranho para filmar. Temos uma relação muito fraterna, então será bizarro. Mas faremos, não se preocupem! (risos)


Entrevista com Jessie Cave

Fui a uma audição em abril de 2007, fiz três ou quatro ensaios mais tarde, só em setembro eu sabia que tinha sido escolhida. Inicialmente, eu não acreditei nisso! Temos que esperar! (risos) Meus amigos nem sempre acreditam mesmo! É bastante estranho descobrir este universo pela primeira vez, porque já conhecemos como fã. Mas então, todos os objetivos são separados e, fica finalmente algo surpreendente. E, depois, começo a ver atores em figurinos, apetrechos, corujas, técnicos... Isso é impressionante. Todos estes atores já se conheciam desde o primeiro dia de filmagem do primeiro filme: pareceu que eu estava invadindo o mundo deles, e isso me preocupou um pouco. Fiquei num canto. Mas todo mundo foi muito caloroso, por isso era estranho, mas foi fácil, graças a eles. A cena do beijo foi muito embaraçosa para filmar. Ele [Rupert] tinha pouco a fazer: tinha que ficar lá em pé e deixar acontecer. (risos) Nós repetimos duas vezes a cada manhã com o diretor David Yates com ninguém por perto. O primeiro beijo foi um pouco delicado mas depois fizemos com que pareça menos mecânico para depois atuar na frente de 70 figurantes!


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