James Potter in PotterDay

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***Juro solenemente não fazer nada de bom***
"O Sr. Pontas da boas vindas aos seus interessados para esse texto, em sua homenagem"

Era manhã, do dia 31 de outubro de 1981, como de costume, eu acordara mais cedo que a Lily para comprar as coisas e fazer o nosso café-da-manhã. Aquela dia, particularmente, estava apático, um pouco tenso, podia sentir a tensão no ar. Eu conhecia, apenas de vista, as pessoas que andavam por mim em Godric’s Hollow.

Voltando para casa o pequeno Harry já estava acordado, chorando, no colo de sua mãe, “onde você foi, querido?”, perguntou-me ela, eu sorri e levantei as sacolas de compra. Fui até a cozinha comecei a fazer o nosso café, algo costumeiro, depois que tivemos que nos exilar quando a Guerra Bruxo começou.

Harry desceu do colo da mãe e começou a brincar com a vassoura que o padrinho, meu grande amigo, Sirius Black, havia dado a ele. Voando a meia altura, ele passava pela cozinha, pela sala, subia e descia escadas. Eventualmente, um ou outro objeto da decoração da Lily iam para o chão, algumas vezes quebravam... Outras vezes eu os colocava no caminho do Harry para parecer que havia sido um acidente (aquele vaso horrível que a Petúnia deu pra gente, Harry fez o trabalho sujo por mim).

Durante toda a manhã, ficamos brincando com Harry, e recebemos a visita de Sirius. O afilhado adorava o padrinho. Brincaram pela casa inteira. Sirius, no entanto, mudou o tom de voz quando se dirigia a mim e à Lily, sabíamos que Voldemort estava nos caçando e estava chegando mais perto, embora, tivéssemos confiado o nosso mais profundo segredo a Pedro, um amigo d os tempos de escola, éramos sempre nós 4, Sirius, Pedro, eu e Remo, também conhecidos como Almofadinha, Rabicho, Pontas e Aluado, respectivamente, ou, os Marotos.

Era dia das bruxas, a vila estava comemorando, as crianças saindo e se vestindo como queriam. A noite chegou, e com ele o frio característico das noites de Halloween. Mas desta vez, algo estava diferente, além de frio, o ar estava ainda mais denso, a tensão era quase palpável.

Ouvimos uma batida na porta, eu já sabia que era ele, pulei em direção à porta. Deixei minha varinha para trás. Eu fui muito tolo de achar, por qualquer que fosse a razão, que seria capaz de atrasá-lo sem a minha varinha. Ouvi sua voz ofídica ressoar um “avada kedavra”, e o clarão verde irrompeu de sua varinha. No meio segundo que demorou entre o feitiço sair da varinha e me atingir, minha cabeça me deu o melhor presente que eu poderia ter pedido, viajei no tempo, mais precisamente para o dia do meu casamento...

Eu estava parado ao lado do altar com Sirius e Remo ao meu lado, as mãos suando, a perna trêmula. Todos os meus amigos estavam ali, os membros da Ordem também. Dumbledore se sentava numa cadeira ao lado de Minerva, juro que pude ver os olhos de ambos recaírem sobre um homem qualquer...

Ouvi um estalo de varinha, uma luz brilhante, e quando olho em direção à porta principal vejo ela. Minha linda e amada Lily, no seu vestido branco (algumas coisas a gente não faz ela abrir mão), entrando bela e estonteante. Nesse exato segundo em que ela entrou, eu percebi que era o homem mais feliz da terra, amado por uma pessoa incrível e que sem sombras de dúvidas me faria um homem melhor.

Era o melhor dia da minha vida até que, num piscar de olhos, eu estava segurando Harry pela primeira vez nos meus braços, uma criaturinha tão pequena, tão meiga, os cabelos iguais aos meus... Senti meu mundo girar, e em direção a ele. Tudo o que eu tinha, tudo o que eu era, seria destinado a ele. Minha vida mudou de significado, e eu pude ter certeza, que, daquele momento em diante, eu estaria sendo feliz, com o filho que pedi, e a mulher que sempre sonhei.

O feitiço tocou o meu peito, e eu senti minha alma deixar o corpo, foi indolor, mas a última coisa que vi foi aquele ser asqueroso passando pela minha porta e indo em direção à minha mulher e ao meu filho, e eu não pude fazer nada para impedir...

Eu estarei lá por ele, até o fim, sempre!



***Mal feito, feito.***

“Nox”


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