Quando a mágica em Harry Potter dá muito, muito errado

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Do estrunchamento de Rony à tragédia de Ariana Dumbledore, nós relembramos os momentos quando os feitiços não saíram como o planejado, espetacularmente saindo pela culatra na cara do bruxo.

Texto: Pottermore | Tradução: Isabela Lopes

Muito parecido com fogo, a magia é uma coisa bela e impetuosa, um poder que precisa ser manipulado com a maior das cautelas e ser tratada com um respeito elevado. Essa é a razão, acima de tudo, que os bruxos vão para Hogwarts – para aprender a dominá-la. Porque, assim como o fogo, se você mexer com magia, pode se queimar – ou estrunchar, ou ser transformado num gato, ou até – quando a mágica dá realmente errado – morrer. Aqui estão os melhores (e piores) exemplos.

Lorde Voldemort acidentalmente transforma Harry Potter em uma Horcrux. 

Vamos começar pelo início, onde até mesmo Lorde Voldemort, um dos bruxos mais poderosos de todos os tempos – vê sua mágica saindo espetacularmente errada. Você conhece a essência, é claro. Na busca pela imortalidade, o Lorde das Trevas dividiu sua alma em vários pedaços – por meio de assassinato, e ligou-os a objetos, transformando-os em horcruxes.

Enquanto as horcruxes sobreviverem, Voldemort também sobrevive. É magia negra, poderosa: tão poderosa que nem mesmo um bruxo talentoso como Voldemort pôde comandá-lo completamente, como ele descobriu quando ele tentou matar Harry Potter quando bebê. Como Dumbledore explica em Harry Potter e as Relíquias da Morte, Voldemort tornou sua alma tão instável que quando ele tentou matá-lo – e a maldição ricocheteou – uma parte de si mesmo se prendeu a Harry, fazendo-o a sétima horcrux. E se até um bruxo como Voldemort se atrapalha, então, e os bruxos como...


Todos os momentos de Neville em Hogwarts

Sabe de todas as coisas que nós dissemos sobre a magia como sendo uma coisa bela e impetuosa, um poder que precisa ser tratado com o mais elevado respeito? Bom, magia, conheça Neville Longbottom. Neville está para lançar feitiços assim como Harry está para ficar fora de confusão, e seu tempo em Hogwarts está cheio de percalços mágicos.

Teve uma vez que ele perdeu o controle e quebrou seu punho; a vez que ele acidentalmente transplantou suas orelhas em um cacto; aquela outra vez quando sua varinha deslizou e fez desaparecer umas das pernas da sua mesa; quando ele atirou o professor Flitwick pela sala; quando ele cutucou seu Mimbulus Mimbletonia e vomitou um líquido que cheirava como “esterco rançoso” por todo lado; e claro, os milhares de caldeirões que derreteram na aula de poções do professor Snape. Bem, pelo menos ele compensou no final.


Rony faz a si mesmo vomitar lesmas

Se a varinha realmente ‘escolhe o bruxo’, então deve ter um ponto durante Harry Potter e a Câmara Secreta quando a primeira varinha de Rony realmente lamentou suas escolhas de vida. Pois aqui está – durante a batida caótica de Harry e Rony no Salgueiro Lutador – que a varinha de Rony estalou no meio, apenas para então as metades fossem amarradas frouxamente com Spellotape (fita adesiva).

Isso, como você pode imaginar, não vai bem. Ela acidentalmente machuca Simas Finnigan durante o Clube de Duelo; ela conjura nuvens de fumaça com cheiro de ovo podre. Ela dispara da mão de Rony e golpeia o professor Flitwick na cabeça. Seu mal funcionamento mais famoso, contudo, é a tentativa de enfeitiçar Draco Malfoy – em retaliação por ele ter chamado Hermione de “Sangue-Ruim imunda” – que sai pela culatra e causa a Rony vômitos de fluxos de lesmas. A magia é estranha. 


Tudo o que Gilderoy Lockhart já fez

Seus livros podem ter pintado ele como um herói mágico audacioso, mas a mandato de Gilderoy Lockhart como professor de Defesa Contra as Artes das Trevas o expos como um charlatão, um mentiroso, e acima de tudo, a coisa mais vistosa a acontecer à magia desde a dobra de colher. Isso, com certeza, ficou claro de se ver pela sua primeira aula, onde ele soltou uma gaiola de Diabretes da Cornualha, mas isso rapidamente se torna óbvio sempre que ele, na verdade, tentou lançar um feitiço.

Tomemos, por exemplo, sua tentativa de se livrar da cobra durante o Clube de Duelo, quando ele ao invés disso a fez voar pelos ares; ou as suas infames habilidades médicas, quando seu feitiço ao invés de curar o braço quebrado de Harry depois de um acidente no Quadribol, remove seus ossos – transformando o braço de Harry num membro flácido de carne borrachuda. Ele até consegue que seu único talento, o Feitiço da Memória, saia errado, inadvertidamente limpando sua própria memória no final de Harry Potter e a Câmara Secreta. Embora, com toda a justiça, que foi a varinha quebrada de Rony – Todos saúdam a varinha quebrada de Rony.


Hermione se transforma em um gato

Como o professor Snape uma vez disse, infundir uma poção é uma ciência sutil: uma arte delicada onde – muito parecido com um relógio – todos os componentes não dever ser apenas exato, mas trabalhar em perfeita harmonia um com o outro. Assim sendo, é fácil que poções deem errado – e que especialmente deem errado para Poções Polissuco. Hermione aprendeu isso de uma forma peluda no seu segundo ano, quando ela tentou tomar a forma de Emília Bulstrode resultando em catástrofe: ela confundiu um pelo de gato com um fio de cabelo de Bulstrode. O erro a fez se transformar em um gato: um grande problema, dado que a poção Polissuco não pode ser usada para transformação de espécies cruzadas, e então a conduziu ao seu leito na ala hospitalar por semanas. Ainda outro lembrete se você for infundir uma poção Polissuco, tenha certeza que os seus ingredientes estejam perfeitos.


Harry de mãos livres

Dado ao quão caótico e volátil a magia pode ser, bruxos usam varinhas para canalizar e controlá-la, e nós só realmente vemos os gostos de Dumbledore e Voldemort serem capaz de conjurar magia sem uma varinha. Bruxos jovens e não treinados, não Dumbledore e Voldemort, e muitas vezes encontram suas habilidades mágicas assumindo vida própria quando eles estão sentimentais ou em perigo.

Você vê isso bem no começo de Harry Potter e a Pedra Filosofal, quando Harry inadvertidamente faz sumir o vidro do aquário de uma jiboia, libertando a cobra do zoológico. Você também vê isso em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, quando tia Guida leva seus insultos muito longe falando mal dos pais de Harry. Enfurecido, Harry perde o controle de sua magia e acidentalmente a infla como um balão.


Pó de Flu

Uma das regras mais básicas da magia é ter certeza de pronunciar as coisas certas. É Win-gar-dium Levi-o-as, por exemplo.

Harry aprende uma lição ao enunciar em Harry Potter e a Câmara Secreta, quando em seu primeiro contato com o Pó de Flu termina levando-o para o lugar errado. Por que? Porque a rede de Flu requer um estado ou destino claramente. E ao invés de dizer ‘Beco Diagonal’, Harry fica com cinzas em sua garganta e as palavras vêm, levando-o à desagradável Travessa do Tranco. E você pensava que pegar o ônibus errado era ruim.


Rony estruncha 

Ainda assim, a rede de Flu é muito mais segura do que o teletransporte mágico, também conhecido como ‘Aparatação/Desaparatação’, que é tão avançado e perigoso que bruxos precisam de uma licença antes de poderem executá-la. Por que? Porque estruncha, é por isso. Estrunchar, de acordo com o instrutor de Aparatação Wilkie Twycross, acontece quando a mente de um bruxo não está focada, o que significa que enquanto uma parte de você pode se teleportar para o seu destino, você pode acabar deixando uma outra parte do seu corpo para trás.

Rony reprovou na aula de Twycross, o que voltaria a assombrá-lo em Harry Potter e as Relíquias da Morte – pego em uma situação perigosa, ele tenta desaparatar sem licença, e acaba aparatando com um pedaço enorme de seu braço faltando. Ainda assim, poderia ter sido pior. Susana Bones deixou pra trás uma perna em sua primeira aula de aparatação, enquanto Arthur Weasley conta uma história sobre dois bruxos que tentaram aparatar sem licença, e aparataram com apenas metade de seus corpos...

Erros Fatais

Por último, mas não menos importante, é o lembrete de que a magia errada pode muitas vezes ter consequências trágicas. Tomemos a mãe de Luna Lovegood, Pandora Lovegood, por exemplo. Em Harry Potter e a Ordem da Fênix, Luna revela que sua mãe – uma bruxa extraordinária que gostava de fazer experimentos com magia – morreu quando um dos seus novos feitiços ricocheteou, matando-a na frente de sua filha de nove anos de idade. Um dos contos mais tristes é o de Ariana Dumbledore, a irmã mais nova de Alvo.

Em tenra idade, um ataque por um grupo de trouxas – que a viram executar magia – deixaram Ariana destruída, traumatizada ao ponto que suas habilidades mágicas se tornaram imprevisíveis e incontroláveis. Isso poderia se manifestar na pior das formas, com Ariana, com 14 anos, causando uma explosão mágica durante uma discussão, matando sua mãe. E como se não fosse o suficiente, a própria Ariana seria, inadvertidamente morta por um feitiço desviado lançando por Alvo, seu segundo irmão, Aberforth, ou pelo bruxo das trevas Gellert Grindelwald em um duelo de três vias




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